Sistema e browser desconhecidos

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Agenda: Encontro Literário      |      

Cuidado com as forçadas de barra
 

 

É comum hoje  os assessores de imprensa terem que se mexer para corrigir uma fala um forte demais do ministro. E até falas que não foram faladas. O Globo de ontem atribuiu a Genoíno no título de sua reportagem a seguinte declaração sobre a questão da violência.:

 

“Falar menos e fazer mais”

 

E no olho ainda reforçou o pito: “  Genoíno diz que o governo precisa agir mais rapidamente no combate á violência”

 

O que Genoíno realmente falou foi: “ Violência está chegando a um ponto em que precisamos fazer mais e falar menor” E mais adiante, em outra passagem disse: “ O governo tem que trabalhar em silêncio e sem declarações bombásticas, porque a segurança pública se faz a médio e a longo prazo.”

 

Portanto, Genoíno estava se referindo à necessidade de sigilo e discrição nas operações de repressão ao crime organizado e nesse contexto recomendou que se falasse menos. Não estava dizendo que o governo só fala e não faz. Mas essa foi a interpretação da manchete, e o mote do programa Bom Dia Brasil da mesma manhã.

  

Outra forçada de barra foi esta manchete da Folha de hoje:

 

“Lula manda ministros conter ação de sem-terra”

 

A reportagem do jornal , corretamente, diz que o presidente está preocupado com a nova onda de invasões de terra e que pretende se reunir com lideranças dos sem terra. “ Até que o encontro ocorra, determinou que os ministros Luiz Dulci ( Secretaria Geral) e José Dirceu ( Casa Civil) ampliem o diálogo com as entidades que representam os sem-terra.”

   

Isso é muito diferente de mandar “conter a ação dos sem-terra”, até mesmo porque o governo não manda nos sem terra. Teria que usar o poder de repressão do Estado, mas o poder competente para reprimir invasões são as Polícias  estaduais, com mandado judicial de reintegração de posse. Tudo errado, na manchete. Felizmente, o jornal corrigiu a manchete na sua segunda edição. 

 

E com as confusão com números.

Hoje, o Conselho Monetário Nacional se reúne para confirmar ou mudar as metas de inflação para 2004. “ A Folha  apurou que a tendência da equipe econômica, até ontem era não alterar a meta de inflação prevista para 2004, que é de 5,5%...”  O Estado prevê o contrário. Diz que “fontes da área econômica confirmaram ontem que o Conselho Monetário Nacional...deve votar em sua reunião de hoje a proposta de aumentar a meta de inflação do ano que vem dos atuais 3,75% para 5,5%...”

   

Deu para entender? Um jornal diz que vai mudar. O outro diz que não vai. E os dizem que vai ficar em 5,5%. A confusão parece ter se originado do fato de que havia uma meta anterior de inflação de 3,75% para 2004, e que já  foi ajustada antes para 5,5%. 

   

Outra confusão: na primeira página, O Globo de hoje diz que salário de gari da Colurb é de R$ 260,00. Dentro do jornal, o salário do gari da Colurb pula para R$ 610,00. Seja qual for o salário, foi o espetáculo mais emblemático da situação do país no noticiário de ontem á noite na TV.


 
     
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