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As muitas formas de não dizer a verdade – V
 

 

Continuamos com a série de verbetes que podem ser úteis na elaboração de cartas aos jornais para corrigir eventuais erros de informação. Os verbetes estão em ordem alfabética.

 

Falácia

 

Uso de raciocínios lógicos, que a partir de premissas verdadeiras ou não chega a conclusões aparentemente verdadeiras, mas que podem ser falsas. Falácias mais comuns:

 

1- Falácia da causalidade, na qual se estabelece uma relação de causalidade que não está comprovada. Exemplo: (a) os países mais ricos são os que não tem salário mínimo definido em lei; a conclusão desse argumento falacioso é a de que se o Brasil eliminar o salário mínimo se tornará mais rico;

 

2- A falácia da premissa falsa. Exemplo: o governo não tem dinheiro para o programa nacional de saneamento; a conclusão desse argumento é a de que as parcerias com a iniciativa privada são a única solução para o saneamento. Nesse caso, a premissa de que o governo não tem recursos pode ser  falsa;

 

3- A falácia genética, quando se desqualifica o todo a partir de uma de suas partes ou de um detalhe de sua história ou constituição Ex: o fracasso do combate ao narcotráfico  é uma prova de que o governo não funciona. As falácias são usadas em profusão por comentaristas, em especial nos temas econômicos. São também usadas por autoridades, quando tentam justificar erros.

 

Generalização

 

Utilização do raciocínio indutivo, aplicando a um conjunto o que vale apenas para um fato ou indivíduo. Exemplo: “o sem-terra violou a lei, como fazem todos os sem-terra...”

 

Inversão de ênfase

 

Quando é dado mais destaque na manchete e na condução da narrativa a um aspecto secundário, de uma política ou de uma fala menosprezando os fatos e assertivas principais. 

Um exemplo dos jornais de hoje é a chamada de primeira página da Folha: “Ministros dizem que reduzir juros não basta.” O editor escolheu para a primeira página uma passagem do documento do governo sobre a nova política industrial que não trata da questão central dessa nova política. A questão central é uma nova política de inventivos a determinadas cadeias produtivas. Não tem nada a ver com juros.

 

Inversão do sujeito

 

Quando se tenta desviar ou atenuar a percepção dos fatos, através de um artifício gramatical que inverte o sujeito da ação. Este é um exemplo real: A manchete diz:  “Menino de oito anos leva um tiro na cabeça ao brincar.” O sujeito é o menino , e sua culpa foi a de brincar. Lá dentro do jornal está a notícia, sem a inversão de sujeito: ”Ex - deputado é acusado de matar menino.”


 
     
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