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Agenda:

Roteiro - Comunicação Pública e de Governo
 

Comunicação Pública e de Governo

 

Curso de Extensão Oferecido na Escola de Comunicção e Artes da USP

Pelo Professor Bernardo Kucinski, no segundo semestre de 2009.

 

Objetivos: Capacitar  comunicadores públicos e  assessores de imprensa de governos  e empresas públicas a desenvolverem estratégias de comunicação compatíveis com os modernos conceitos de Estado transparente. Discutir o conceito de “comunicação pública”, e como ele se aplica a estratégias de comunicação de atos e propostas de políticas públicas de governos centrais, estaduais e municipais.

 

Justificativas: Desde a aprovação da Constituinte cidadã de 1988 iniciou-se no país um processo de implantação de novas políticas  públicas, novos estatutos de defesa de direitos de minorias e de direitos difusos, e toda uma nova gama de regulamentações da atividade econômica. No entanto, poucos assessores de imprensa e comunicadores de governos tiveram acesso às novas teorias sobre comunicação de governo em regimes democráticos. No jornalismo, poucos temas são reportados sob a ótica de “políticas públicas. O curso pretende abrir esse campo nos cursos de  jornalismo e outros cursos..

 

 

Referências teórica do exterior: Zémor, P. ( França);  Ferguson. M. ( Grã Bretanha) J. Jaramillo ( Colômbia)

Referências Teóricas no Brasil: Brandão, E.; Mattos, H.; Bueno, W.; Duarte, J.; Martins, L.;

 

 

Programação:

 

05/03: Aula Inaugural: Ottoni Fernandes Júnior-  SECOM ( Presidência da República.  

 

 

Aula 1- 12/03 : O debate sobre o conceito de Comunicação Pública. A demarcação da comunicação pública. Comunicação pública e jornalismo. Funções, características e esferas de atuação da comunicação pública. Comunicação púbica e transição política.

concepção do francês P.Zémor.

 

Textos: Juan Camilo Jaramillo, Experiência de la  Comunicación Pública. In: www.comminit.com.

 

 

No livro base: Comunicação Pública. Jorge Duarte (org.), ler em especial a apresentação deste professor e os textos de Wilson Bueno, Luiz Martins, Heloiza Mattos, Adriana Studdart, Jorge Duarte..

 

 

 

Workshop: Apresentação recíproca professor - alunos; mapeamento  de intenções e expectativas, acerto de procedimentos sobre o curso.( tudo o que deveria ter sido feito na primeira aula e não foi.).

 

Aula 2- 19/03: ESTADO E  DEMOCRACIA (revisão)

   O Estado é o espaço da democracia  e da cidadania e o principal agente das políticas de comunicação pública.  Democracia como valor moral universal. Estado moderno  como Estado social. As teses  de Hannah Arendt sobre democracia como uma representação,  a política como um mundo próprio, compartilhado e cidadania como participação..

  Estado brasileiro. Patrimonialismo, estado burocrático e cartorial, economia dependente e sociedade elitista.. Estado como instrumento  principal de distribuição do excedente econômico. A concentração de poder no executivo. As duas classes de ministérios: os ministérios com poder e os ministérios sociais. As disfunções do legislativo e do judiciário. A constituição de 88 e o novo poder dos municípios e dos procuradores da Justiça. .

 

Textos: Darcy Ribeiro. Sobre o óbvio. In: Políticas Públicas e os desafios do jornalismo. Guilherme Canela (org.) (, ANDI, São Paulo , Cortez. 2008).

Maria Helena Guimarães de Castro. Políticas Públicas: conceitos e conexões com a realidade brasileira.In: Políticas Públicas e os desafios do...(op. cit.)

 

 

Ler também a entrevista do Senador Jarbas Passarinho, nas amarelinhas de VEJA de 18/02/2009.; artigos a respeito do Rolf Kuntz e Demétrio  Magnolli, no O ESP de 05/03/09. 

 

 

Aula 3- 26/03:  A sociedade

A sociedade deve ser o sujeito das políticas de comunicação pública. Para formular políticas e estratégias de comunicação pública  é preciso entender como se forma a percepção  pública dos problemas nacionais, como se organizam e  atuam as entidades da sociedade civil e os grupos de pressão.É preciso entender também nossa  matriz ética e cultural. Atores da esfera pública: associações, movimentos sociais, ONGs e redes sociais. Os conceitos de media advocacy e empoderamento. Grupos de pressão, lobbies, entidades sindicais e empresariais. Igrejas. Novos atores sociais: o promotor público, a internet as  redes de relacionamento.

Matriz cultural autoritária e elitista.. Alto grau de polarização de renda. Sociedade Relacional. Baixo nível de capital social e alto grau de corrupção.Estado hostil e a ética de sobrevivência. 

 

 

Textos:

Lizst Vieira. Cidadania e Globalização. Parte II: Sociedade Civil, a terceira margem do rio. SP/RJ, Record, 1997.

Cecília M. Krohling Peruzzo. Comunicação Comunitária e Educação para a Cidadania. .In; Radio. Movimentos Sociais e Direito à Comunicação. Renata R. Rolim (org.) Recife, Oito de Março Edit. 2008

Também no livro base os textos de  Ana R. L. Novelli,.Márcia Y. M. Duarte e Adriana Studart. 

 

 

Aula 4-  02/04- A mídia e a construção dos consensos

A mídia de massa é o principal mediadora entre as instituições do Estado, a população e  entidades da sociedade civil. É também a principal agencia ideológica dos setores. dominantes  da sociedade.Saber como ela opera e define a agenda nacional de debates é essencial para a elaboração de políticas de comunicação pública.e para um relacionamento produtivo  com o  jornalismo. 

O conceito de agenda setting. O papel das  diversas mídias na formação da agenda. A internet e a crise dos grandes jornais. Mudanças nas funções dos grandes jornais. Como se forma uma corrente de opinião.Temas motores, temas abstratos e temas valores..

O processo de formação da agenda no  Brasil. 

O conceito de mídia oligárquica. Panorama da mídia no Brasil. O coronelismo eletrônico e a propriedade cruzada dos meios de comunicação de massa.  A síndrome golpista, conf. Bresser Pereira..A auto-referência nos jornais institucionais. A unidade ideológica dos grandes jornais. O crescimento da mídia popular e religiosa.

 

Textos: 

Bernardo Kucinski. Mídia da exclusão. In: Síndrome da antena parabólioca. São Paulo, FPA, 1996.;

Venício A. de Lima e Cristina A. Lopes. Rádios comunitárias: coronelismo eletrônico de novo tipo (1999-2004).. In:  In; Radio. Movimentos Sociais e Direito à Comunicação. Renata R. Rolim (org.) Recife, Oito de Março Edit. 2008.

Também no livro base o texto de Venício A. de Lima.

 

Estudo de caso: o acidente com o avião da TAM

 

 

 

Aula 5- 09/04: A EXPERIÊNCIA NORTE- AMERICANA

. A quinta emenda. O Freedom of Information Act (EUA).Os ritos de comunicação da Casa Branca, do Pentágono, da Justiça e  do Housing Department. As relações com a imprensa estrangeira. USIS e Voice of America.

Estudos de caso:  A bandeira de Iwo Jima/ O uso da mídia na invasão do Iraque (1991) e na sua ocupação ( 2003).

 

 

Aula 6- 16/04: A EXPERIÊNCIA BRITÂNICA

 A imprensa na tradição  imperial britânica.  O papel do rádio e da BBC e da integração territorial. O papel dos serviços estrangeiros da BBC ( Bush House). O novo problema das etnias.  Comunicação do executivo num regime parlamentarista. A sala de acompanhamento da mídia ( Downing Street). O Sinopse  unificada. A lista diária de tarefas.. Os cadernos de  referência de políticas públicas. 

 

Aula 7- 23/04: A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA- 

A imprensa e a presidência. A comunicação do Estado brasileiro. Comunicação de governo e campanhas eleitorais. Comunicação e cargos de confiança. O déficit comunicacional do Executivo. A deficiência comunicacional infra-governo. A inexistência de uma carreira de comunicador público.  Alcances e limites da Radiobrás. A Voz do Brasil. O papel da propaganda na  comunicação de governo. Propaganda versus comunicação jornalística. A marginalização da mídia ; a falta de unidade . O Fórum de Assessores. A comunicação direta presidente/população. O papel da Radiobrás na crise do mensalão. A superposição e dispersão das sinopses. A falta de políticas públicas inovadoras para o mercado da comunicação..O Boletim Em Questão. 

 

Estudos de casos:  A criação da EBC.   

 

Texto: C. Knapp. A propaganda de governo: por que não funciona? Mimeo

Jorge Duarte: Imprensa e Presidência: da proclamação ás vésperas do golpe. Muimeo.

 

Estudo de caso :O plano Real..

 

 

Aula 8- 02/04: ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO DE ESTADO E DE GOVERNO. 

 Problemas centrais da comunicação de governo: a gerência de crises, Rotinas e estruturas permanentes como antídotos contra crises.a unidade de comando a formulação de um discurso unificado de governo. .A comunicação de políticas  públicas controversas. O critério da comunicação na formatação de políticas públicas O Executivo como usina de decisões.  Presidentes como agendadores nacionais. A tese do  Estado espetáculo. A comunicação como um rito e um cerimonial. A mediação dos meios de comunicação de massa. Os conceitos de Estado transparente e governo eletrônico ( protocolo da OCDE).  . A comunicação com retro-organizadora do governo. O caráter cerimonial e formalístico da comunicação de Estado.Estudo de caso: a Carta Crítica. Os briefings de contextualização. As coletivas organizadas como espaço coletivo. 

 

 

Aula 9- POR UMA ÉTICA PARA A COMUNICAÇÃO DE GOVERNO      

Princípios e dilemas éticos na  comunicação de governo. Comunicação de governo e segredos de Estado. O segredo como instrumento do poder. Mentira e verdade no âmbito do poder e da comunicação de governo.A ética e a linguagem da propaganda de governo. A ética dos briefings em off..  .  

 

Textos:

Hannah Arendt. 

A mentira na política. In: Crises da República. , p 9-48. São Paulo, Perspectiva, 1973.

 

Workshop:algumas experiências exitosas: A sinopse  progressivas.  As redes de antecipação de crises. Os serviços de Pronto Atendimento.. o Boletim Perspectiva. Os boletins do Banco Central.. 

 

Aula 10- O FUTURO DA COMUNICAÇÃO PÚBLICA E DE GOVERNO

 O Estatuto do Estado Transparente . O governo eletrônico.,Internet e redes sociais.A fragmentação da política, a mobilização instantânea.

 

Textos: OCDE: Um gobierno abierto: fomentar el diálogo com la sociedad civil;

Estudos da OCDE sobre o governo eletrônico. www.ocde.org/bookshop

 

Octávio Islas. Análisis de la infraestructura que presentan 22 purtales gubernamentales de los países ubicados em la plataforma continental de América. In; Comunicação, Mídia  e Consumo.São Paulo, Vol 4,N. 11, pg 95-113, Nov 2007.. 

 

 

Aula 11- AULA DE BALANÇO FINAL, REVISÃO E AMARRAÇÃO 

   O objetivo final desta aula é o de levantar o máximo de subsídios e informações

       para um aprimoramento do programa, tendo em vista futuras turmas.Nesta aula

       também serão cobertas lacunas deixadas das aulas anteriores.Poderá ser convidado

       um conferencista especial para encerramento do curso. 

 

Bibliografia:

ANDI. Políticas Públicas Sociais e os desafios do jornalismo.São Paulo/Brasília, ANDI/ Cortez, 2008

ARENDT. H. Crises da República. São Paulo, Perspectiva, 1973 

BOBBIO, Norberto. Liberalismo e Democracia. São Paulo, Brasiliense, 1988

DUARTE , J. (0rg) Comunicação Pública. São Paulo, Atças, 2007

GODET, M. From anticipation to action - a handbook of strategic prospective. France, UNESCO Publishing, 1993.
_________ Introduction to prospective: seven key ideas and one scenario method. Futures, Amsterdam, apr. 1986.
_________ The art of scenarios and strategic planning: tools and pitfalls. Technological Forecasting and Social Change, New York, v.65, n.1, 2000. 

Islas, Octávio.Analisis de la infraestructura que presentam 22 portales gobernamentales…In:Comunicação, M[ídia e Consumo, São Pauloo, Vol. 4, N. 11, P 95-113, Nov. 2007 

KINGDON, John. Agendas, alternatives and public policies. Boston: Little Brown: 1984

LARA, M. As sete portas da Comunicação Paública, BH, Gutemberg, 2003

MATOS, Heloíza. TIC´S, internet e capital social. In: Líbero, São paulo, Ano X. N. 20, P. 57-68, dezembro de 2007

PINHEIRO, Débora.Comunicação na Administração Pública Federal..Brasília, mímeo, 2009.

SABATIER, Paul and JENKINS-SMITH, Hank C. Teories of the policy process. Boulder: Westview: 1993.

VIEIRA, Liszt. Cidadania e Globalização. São Paulo, Record.1997  


 
     
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