Sistema e browser desconhecidos

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Agenda:

Roteiro da Aula 5: A experiência Americana
 

 

1- Papel central da liberdade de expressão na  formação da sociedade americana

 

Tom Paine e o “Common Sense”(1776) 

 

A Primeira Emenda do Bll  of Rights (1789)

 

Democratização do consumo, urbanização e criação das grandes fortunas americanas. Ascensão e queda dos jornais como indústria de ponta, capital intensiva e altamente rentáve, 

 

 

A importância da imprensa local e regional. . 

 

 

2- Mídia com arma de guerra  e domínio imperialista

   

O NYT como referência mundial

O Freedom of Information Ac t(FOIA), de 1966.

 

3-  O ethos e a cultura do jornalismo americano

 

Jornalismo como carpintaria: Watergate como modelo e inspiração ( Todos os homens do presidente ); Os princípios da fairness ( jogo limpo) , do factualismo e da precisão informativa

 

Tradição de Media criticism.

 

Cultura jornalística:; primazia do furo; Irreverência e agressividade em relação a políticos e grandes empresas

 

A ideologia do “centrismo”

A critica Chomsky ao NYT

A teoria da espiral do silêncio 

O sensacionalismo na mídia popular ( A montanha dos sete abutres)

 

 

4- Presidencialismo com Congresso forte.

 

Presidente com agendador mor, nacional e mundial

O papel da primeira dama

 

 

Os fundamentos da comunicação de governo nos EUA

 

O conceitos de transparência“accountability,” ou seja, prestação de contas. O governo deve prestar contas regularmente do que faz.   

 

Mídia como principal mediadora entre governo e sociedade.

Governo presta contas através da mídia de modo isônomo; 

 

Governo fala à mídia através de ritos compatíveis com os ritos de fechamento da mídia.

 

Os repórteres e seus veículos são vistos como representantes da sociedade em nome da qual questionam o governo;

 

O executivo se comunica - se com a mídia e na forma de encontros  diários ( Casa Branca) ou quase diários (Department of State), adequados ao ritmo de trabalho dos meios de comunicação e semanais ( Pentágono);

 

 Nesses rituais, chamados “briefings” o porta - voz da autoridade submete-se ao questionamento dos jornalistas e esclarece posições e atitudes do governo segundo o princípio da “accountability” , de que o governo deve prestar contas de sua ação continuamente;

 

  O governo não usa recursos da propaganda para se comunicar com o povo norte-americano e nem produz material jornalístico, exceto notas informativas, ou para atender necessidades específicas de informação de interesse público. 

Mas dá atenção especial à comunicação direta com grupos específicos, como parlamentares ou vítimas de violência;

 

O aparelho de Estado  esforça-se em facilitar ao máximo o trabalho dos jornalistas, inclusive com apoio técnico básico, e normatizar os procedimentos

 

A transparência é assegurada principalmente através dos portais de acesso, serviços de atendimento tipo governo eletrônico, e leis que garantem o livre acesso do cidadão á informação, como o Freedom of Information Act (FOIA). 

   

Os conceitso de public diplomacy e public affairs

    É um conceito mais amplo do que o de relações públicas e salvo engano ainda não existe no Brasil. Abarca o conjunto de relações do Estado com a população , através de seus atos, documentos, discursos e gestos simbólicos, portais e o modo geral como recebe o povo. Isso tudo é chamado genericamente de “public diplomacy.” 

  Da mesma forma as assessorias de imprensa são apenas uma seção de um departamento mais amplo chamado de  public affairs. Esse departamento  procuram tratar tanto o público como  visitantes, acadêmicos e  jornalistas com muito cuidado e atenção. Todos os pedidos de esclarecimentos e entrevistas, contatos, falas, participações, são registrados e encaminhados de uma forma ou de outra

 

Lugar estratégico da comunicação de governo 

  A comunicação pública é tratada pelo governo americano como  tarefa essencial e estratégica para a qual o sistema de governo se organiza em todos os seus níveis;

  

 

Papel  da comunicação como organizadora do discurso de governo

  Para poder aferir com precisão as posições de governo, esses porta-vozes comandam um processo interno amplo formal e disciplinado de coleta de  informações sobre políticas e posições de governo, que se repete todos os dias;

  Esse rol de posicionamentos é disseminado por todo o sistema e se torna posição oficial de governo;

 

Os briefings de contextualização

  Além dos briefings gerais,  o porta-voz e outros membros do governo e os próprios ministros organizam briefings de contextualização ( background briefings) com grupos de jornalistas,seguindo regras pré-combinadas e estritas de citação;

 Os  ministros e com menos freqüência o Presidente também se submetem diretamente ao questionamento dos jornalistas através de entrevistas coletivas regulares;

 

A preocupação com  as preocupações da mídia. 

    Em geral os responsáveis pela comunicação de  governo se preocupam durante a primeira parte do dia com o que a imprensa vai perguntar e durante a segunda parte do dia e com o  que gostariam que a imprensa divulgasse. A Casa Branca procura definir os temas do dia e a fala do dia por volta das 7h30 da manhã, numa reunião da cúpula da comunicação.

   

Como funciona o sistema americano

      No executivo americano os serviços de comunicação pública obedecem a um comando unificado e o chefe tem nível de vice -ministro ( no caso da Presidência) e status suficiente para entrar a qualquer momento na sala da maior autoridade, seja a do Presidente, ou de um Secretário de Estado. 

   A Casa Branca  preocupa-se em se antecipar ao Congresso na tarefa de motivar e/ou atender os jornalistas e por isso  faz um pré -briefing diário chamado “gagle” por volta das 9h45, no qual é delineada para os jornalista a pauta do dia do Presidente. 

  O briefing  pleno se dá por volta do meio dia.  Todos  esses processos tem forte caráter ritualístico, ou seja, são formais e repetem-se sempre da mesma forma.São gravados e registrados pelos serviços de taquigrafia e inteligência.

   Além dos briefings rotineiros, são programados briefings especiais cada vez que o governo tem uma necessidade especial de comunicação, e entrevistas coletivas das autoridades ( Presidente e Secretários de Estado). O Presidente e secretários de Estado, conforme o caso,  também organizam coletivas rápidas quando da visita de dignatários.

   Mas é o porta-voz de cada uma dessas casas que organiza todo o sistema interno de coleta de informações  para municiar os jornalistas na sua tarefa diária de busca da notícia. Por isso, o porta-voz  exerce um papel central no sistema americano.  Além de coletar informações formais nos respectivos departamentos e checar com departamentos correlatos, o porta - voz confere as principais posições com o Conselho de Segurança Nacional.

    A coleta de informações pelos porta-vozes para poder responder à mídia, começa ás 3h00 da madrugada. Alguns coordenadores começam a trabalhar bem cedo, cerca de 5h00. Na Casa Branca o dia começa ás 4h3o da manhã

   Os porta-vozes da Casa Branca, do Departamento de Estado e do Departamento de Defesa fazem seus  briefings  duas vezes ao dia na Casa Branca,  quase diários no Departamento de Estado, com imagem, áudio e texto oferecidos aos veículos. 

  Somente no Departamento de Estado há cerca de mil jornalistas credenciados. Um representante do Conselho de Segurança Nacional e outro do FBI atendem o briefing da Casa Branca.  Cada vez mais, os procedimentos internos do governo americano são formalizados por escrito ( on the record). 

 

Algumas normas de relacionamento com a imprensa

   Existem normas escritas na maioria dos departamentos. Há normas não escritas sobre “offs” e briefigns, seguidas com rigor tanto por jornalistas como por funcionários de governo. 

  No Departamento de Estado, um folheto distribuído aos jornalistas informa horários de atendimento, telefones de plantão e recomenda que se deve acordar antes do início da entrevista se as informações poderão ser publicadas com indicação da fonte (on the record), sem referência nominal à fonte (on background), sem referência à existência de uma fonte (on deep background) ou se não poderão ser publicadas (off the record). 

   No Departamento de Justiça, existe uma normatização que determina a existência de responsáveis pelo contato com a imprensa em cada unidade e o momento correto de fornecer informações sobre casos criminais: após o recebimento da denúncia pelo júri, quando um suspeito é preso e torna-se réu, ou ainda quando a existência de informações públicas sobre o fato exige esclarecimentos. 

   A Casa Branca, o Congresso, e outros departamentos importantes como o da Agricultura produzem cadernos boletins e livros regulares de informações de alta qualidade sobe os principais tópicos de interesse nacional e internacional..

 

   

Estruturas de comunicação para fora

     O trato com a imprensa estrangeira segue um padrão diferenciado no qual são oferecidas facilidades extras. O serviço começou com a instalação a ONU em Nova York em 1946  .

 Há três  centros para receber repórteres estrangeiros em Washington , New York e Los Angeles, mantidos pelo governo americano, com um orçamento de US$ 1 milhão por ano, além de uma dezena de centros associados com a mesma finalidade em outras cidades

  Os centros possuem instalações completas de gravação, edição e transmissão. Ocasionalmente jornalistas  estrangeiros recebem ajuda para fazerem reportagens trabalhosas, que exigem deslocamentos caros. O Estado produz noticiário para fora, através da Voz da América e USIS

  .Depois do ataque do 11 de setembro, foi criado um Office of Global Communications, ligado diretamente à Casa Branca que tem como objetivo disseminar defender a política externa dos EUA e suas ações contra o terrorismo. 

 

Observações complementares

    O gerenciamento de conteúdo dos sites na Internet é compartilhado, em maior ou menor grau, entre as áreas de informática e comunicação. Alguns serviços são terceirizados, como os clippings da Casa Branca (televisão, mídia impressa);pesquisas de opinião podem ser contratadas; nem sempre o são.  

 Também são publicadas  notas e release,s além de documentos como uma compilação semanal de transcrições de discursos e entrevistas do presidente. 

  Existem comitês (salas) de imprensa em todos os órgãos importantes. Informação preparada regularmente para atendimento à imprensa também é utilizada para informar o público interno das instituições. 

   A casa branca pode usar o método do “ targeting” , na comunicação, que consiste em procurar  atingir alvos específicos, por exemplo imprensa do interior ou de uma determinada região. Mas não usa classificadores de jornalistas.

  Alguns números: o departamento de Habitação, um dos maiores do governo, contando com algumas sedes regionais e cerca de 9 mil funcionários, tem 60 funcionários na comunicação, dos quais 20 na sede central. A casa Branca tem um orçamento para serviços de comunicação de US$ 9,7 milhões/ano; tem 12 funcionários dedicados exclusivamente à pesquisa e redação dos discursos do presidente que além de discursos completos, produzem “talking points”, roteiros de 10 a 20 linhas para improvisos do Presidente. O General Accounting Office fiscaliza os gastos em comunicação.


 
     
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