Sistema e browser desconhecidos

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Roteiro da Aula 4: Revolução na mídia e Formação de Correntes de Opinião
 

 

I- Caráter estrutural da atual revolução tecnológica

 

  Qualquer hipótese sobre o futuro da comunicação de governo  tem que considerar a dinâmica acelerada e o enorme potencial da internet. Caminhamos para um novo mundo da comunicação de todos, para todos e com todos, contínua, sem  restrições mecânicas ou espaciais, interativa, e participativa.

   Nesse novo mundo a comunicação tem dimensão antropológica, incidindo sobre a formação de percepções desde a infância de ser humano, revolucionando as formas de sociabilidade e reabrindo numa escala superior, as possibilidades da democracia direta, ou plebiscitária, antes só possível em pequenos  comunidades. 

  A própria natureza de democracia se modifica. A cidadania ganhou o seu  mecanismo ideal para uma sociedade de massa. Os movimentos políticos e sociais ganharam uma ferramenta superior que aproxima   funções ideológicas, de articulação e mobilização.

  Nesse novo mundo, muitas das demarcações clássica da comunicação já foram atropeladas, entre elas a distinção entre comunicação pessoal e pública, entre emissor e receptor da mensagem, entre produto jornalístico e não jornalístico, entre comunicação de massa e de pequena escala.

  Nesse  novo mundo, ainda em processo de definição, haverá uma realocação das funções dos diferentes  meios de comunicação, suportes, meios de transmissão  e linguagens. Os jornais impressos já estão perdendo para a internet sua função principal informativa, embora mantenham  e até tenham exacerbado sua função interpretativa e ideológica. A televisão está perdendo a hegemonia absoluta que a caracterizou nos último 30 anos. Mas isso é só começo dessa revolução.

    Nós, jornalistas, governos e comunicadores somos em geral conservadores. A indústria da comunicação fundada em máquinas pesadas,  das quais  não consegue ou não quer se livrar e no consumo de grandes quantidades de papel é ainda mais conservadora. Mas o negócio de gastar toneladas de papel e tinta para imprimir informações velhas  disponíveis de graça na internet foi ferido de morte pela internet.

Não se trata de uma simples realocação de espaços pela entrada de uma nova mídia. Trata-se de transformações no modo de produção do conjunto das mídias comerciais, na interação entre elas, no lugar de cada uma no mercado.

 

Fim do monopólio da mediação pelo jornalista: qualquer cidadão em sociedade pode dizer o que pensa numa nova esfera pública virtual.

 

 

Potencial político e mobilizador da internet: os torpedos, as redes sociais e redes de relacionamento, os sites, os blogs.    

 

Barateamento da produção; fragmentação e segmentação, desconcentração da produção. A morte da redação. 

 

Algumas referências teóricas: a auto -  destruição criadora de Schumpeter; Uma nova ambiência (Muniz Sodré);

 

 

 

2-Mídia e Democracia

 

Mudanças universais no papel dos grandes jornais: 

- Declínio e agonia dos grandes jornais impressos

- a perda das funções informativa e mediadora e a exacerbação da função ideológica

- A erosão do espaço da mídia mercantil pela “mídia social.”

-A web como principal fonte hoje de informações jornalísticas (news)

 

Panorama no Brasil

- Os  grandes jornais  brasileiros como um “quase partido político.”

-O papel da rede Globo e sua conexão com redes locais de cominação midiatica.

- Os jornais gratuitos e expansão  dos jornais populares.-declínio  dos jornalões.

- A multiplicação de revistas

-  Os “cães de guardamidiaticos

- O novo  coronelismo eletrônico

- Mídia e políticas públicas ( a pesquisa ANDI).

 

3. Novas modalidades de jornalismo  como sintomas de esgotamento do ética do jornalismo clássico e sua ética; denominador comum: engajamento e nichos de atuação

- “Mídia social” e Jornalismo cidadão (internet) 

- Jornalismo cívico (Dimenstein)

- jornalismo como Serviço social ( Rádio Naetherland)

- Jornalismo advocatício (Mov. Feminista)

- Jornalismo público ( Radiobrás);

- Jornalismo embutido (Brasil Repórter)

 

4- Correntes de opinião

 

-Definição de corrente de opinião: Um tema+ um público que se expressa+ um espaço de expressão

- Como se forma uma corrente de opinião: o fato ou processo específico de interesse das pessoas e sobre o qual forma um juízo de valor;

- Fatores que determinam: preconceitos+ predisposição (atitudes)+ estereótipos que condicionam+ experiência pessoal+_ matriz cultural ( valores, crenças,tradição) 

-Com criar:  temas motores tipo fome na Etiópia e temas valores tipo Justiça); o extraordinário, o polêmico, o simples ;saber tematizar ( emoção x objetividade); informação relevante e de interesse é sempre o ponto de partida. 


 
     
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