Sistema e browser desconhecidos

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Duhalde propõe união dos devedores.
 

 

Os jornais evitaram dar manchete de primeira página à iniciativa do presidente argentino Duahlde, de convidar o Brasil a se unir à Argentina nas negociações com o FMI . Com isso, teriam mais  “ poder de barganha, “ conforme  matéria discreta da  Gazeta Mercantil de hoje, que no entanto abre na primeira página. A Folha deu manchete  na capa do caderno dinheiro: Argentina propõe união latina para negociar ajuda:” E revela que neste final de semana o presidente Duhalde telefonou a FHC para discutir a idéia. Duhalde também quer mobilizar o presidente mexicano Fox, como uma espécie de ponte entre o bloco arruinado e os norte-americanos. O Estadão confirma essa movimentação , sob uma manchete interna que discute o conceito de “contágio.”

   Uma eventual união dos maiores devedores da América Latina , Brasil,  Argentina e México, sempre assustou o governo  americano. Por isso o Federal reserve tomou a iniciativa, desde a primeira crise da dívida, em 1982, de fazer com que os bancos credores que formassem um  comitê de negociação separado  para lidar com cada país. Assim, uniram os bancos credores e dividiram os países devedores. A união dos países devedores é objetivamente difícil porque eles raramente se encontram nos mesmos estágios e de articulação política. O desenvolvimento desigual da crise favorece assim os desígnios americanos de dividir para impor as regras da  renegociação.

  O fato de Duhalde procurar agora a união sugere o aprofundamento da crise em todo o Cone Sul. Mas pode ser uma manobra tática, um recado para os americanos: desatem logo o nó da negociação conosco, caso contrário posso me unir ao Brasil. O Estadão, na sua longa reportagem de hoje sobre a crise Argentina, sugere que não há mais razões objetivas fortes para o FMI não assinar um novo acordo com a Argentina.


 
     
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