Sistema e browser desconhecidos

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Sinais de uma conspiração emergem aos poucos, nas entrelinhas do noticiário e no tom guerra-fria das matérias. Mas é no silêncio da mídia sobre a própria conspiração que está o sinal maior. É o maior perigo. Assim é a  discreta reportagem de hoje num pé de página do Estadão sobre a visita  ao Brasil do subsecretário de Estado norte-americano para a América Latina,e Otto Reich ao Brasil.“ Secretário dos EUA fará visita de desagravo do Brasil.” A reportagem quer nos convencer que se trata de  visita de cortesia, porque Otto Reich teria se esquecido de mencionar o Brasil em seu discurso de posse como sub-secretário para a América Latina. Vejam que conversa fiada. 

   O assessor do sub- secretario, entrevistado por Paulo Sotero, ainda diz candidamente que o objetivo não é examinar o panorama eleitoral brasileiro”.  Mentira. Esse é o único objetivo. Avaliar o panorama eleitoral e como estão as  pressões contra a  candidatura Lula. Otto Reich foi um dos organizadores dos “contra”, que infernizaram a Nicarágua. É um cubano, com nacionalidade americana. Sobre seu passado, diz de modo obscuro, a pasmacenta reportagem do Estadão: “seus críticos democratas o vêem como um homem guiado por sua conhecida militância contra o regime de Fidel Castro.” 

   Outro sinal de que podemos estar caminhando num estado de  pré-conspiração é o silêncio dos jornais sobre  clima de pânico  entre  grandes empresários e executivos de bancos e empresas estrangeiras, frente à hipótese de uma vitória de Lula . Um dado concreto é o adiamento das decisões de investimento para depois das eleições. O clima é de intolerância em relação a Lula,  inconformismo com a hipótese de sua vitória.

   É  esse o caldo de cultura dos discursos de Malan, que está se tornando o porta-voz da articulação anti- democrática. Apenas o JB teve a coragem de dar na primeira página  que: “Malan dita o que o futuro presidente deve fazer.”  A idéia que corre entre os plutocratas é essa: impedir a vitória de Lula e se isso não for possível, determinar o que  ele pode e o que ele não pode fazer.” Exige-se hoje do Brasil a geração de um superávit primário de 3,5% a 3,7% do PIB...espero ver um compromisso firme dos candidatos...”, disse Malan. Exige-se quem, cara pálida? A plutocracia exige. O departamento de Estado exige. Otto Reich exige. É isso o que ele vem fazer no Brasil: conferir e estimular a resistência da plutocracia. Além de Malan, mais  um super-burocrata do governo, Amaury Bier,  uniu-se ontem ao coro que exige de Lula compromissos prévios sobre o seu governo, inclusive o de  não mexer na atual política econômica.

   Outro sintoma preocupante do clima de intolerância é a proliferação de injurias a  Lula na mídia nacional. Nunca se viu um assalto à sua imagem com essa virulência. “Lula não foi porque tinha que posar a J. R Duran “. É a titulo debochado de Estadão de hoje, sobre o não comparecimento de Lula a um debate em Brasília.   No Estadão de hoje um  leitor elogia o artigo de Carlos Alberto Montaner do domingo, que chamava Lula virtualmente de verme: “ ...não existe o revolucionário bom, da mesma forma como não há espécie benigna de caruncho.”  No O Globo do sábado passado,  o professor Rubens Alves, da Unicamp, foi acusado por Olavo Carvalho de “emporcalhar” sua cátedra, por ter comparado a origem humilde de Lula à de Lincoln, “já que Lula só o que consegue  pronunciar com língua presa uns discursos miseráveis...”  .Olavo de Carvalho ainda acusa Lula de “indolência intelectual”, e “ambição avassaladora de subir na vida”. 

  Outros sinais a pressão são os primeiros artigos da mídia americana sobre o tamanho do comprometimento dos bancos americanos no Brasil e o risco de contágio da Argentina. A Reuters faz um balanço da deterioração dos títulos da América Latina, reproduzida na  Folha A Gazeta Mercantil informa hoje na primeira página que na reunião de ontem do FMI observou-se que “ o contágio da crise da Argentina  existe.” Tanto assim que sentiram mais urgência em ajudar o Uruguai e talvez até a própria Argentina. 

   A preocupação principal dos americanos é em preservar os interesses de seus bancos e empresas. Isso está claro na matéria  “Exposição dos EUA é de US$ 27 bilhões”, publicada na página B2 da Gazeta Mercantil de hoje, em que a Bloomberg discute abertamente se Lula vai ou não honrar a dívida e diz que “ Na pior das hipóteses, não há nada que o grandes  bancos possam fazer.


 
     
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